Tem algum tempo que venho pensando em como tocar nesse assunto ou a melhor forma de trata-lo, pelo contrario do pensamento popular a questão, problemas sociais, vai muito além da figura que ocupa a presidência, Dilma Rousseff. Não sou adepta ao PT e não estou numa posição de defesa, me posiciono com imparcialidade.
Vejo em muitos casos a exclusividade da culpa, porém a falta de resolução de problemas sociais não parte da pessoa em si e sim do governo como um todo, a Dilma não toma decisões sozinha e definitivamente não tem o país nas mãos para fazer o que bem entender, as decisões passam por uma serie de aprovações hierárquicas.
Os pedidos comuns são hospitais, educação, segurança, transporte publico, entre outros, está ai, estas questões não são de responsabilidade da presidente em si.
Você pode contrapor dizendo que a Dilma representa o governo federal, sim, mais pouco ouço "fora prefeito" ou "fora governador" se trocássemos a presidente e o prefeito e o governador estadual continuarem os mesmos, será que resolveria? Veja só, se tirássemos a Dilma e mantivéssemos o Alckmin como governador, a questão, por exemplo, metrô se resolveria?
Tudo bem que a Dilma representa o país e a imagem dela está diretamente ligada ao poder máximo e que talvez pressiona-la com toda essa ferocidade geraria, quem sabe, certo medo nos poderes de responsabilidade restrita aos estados ou municípios mas se analisarmos minuciosamente trocar o poder máximo não impede que o poder estadual ou municipal mantenham-se no bem estar de um mandato despreocupado. Alias, entre os poderes, as vezes, podemos notar um atribuindo as responsabilidades ao outro querendo se isentar de problemas, como se estivessem brincando de batata quente e sendo a batata, aqui estamos.
Quero dizer, deve-se exigir melhorias mas atribuir toda a responsabilidade em apenas um responsável que ocupa o nível mais distante de si é desviar o foco ou que sejam cobrados todos de uma vez na mesma intensidade.
Bruna Messias
Concordo com a premissa do seu texto. Vejo dois motivos principais para esse foco todo na figura da presidente: A) Temos um sistema político personalista, no qual a população dá muita importância à quem está ocupando o cargo, como se partisse dela toda e qualquer vontade e poder de decisão. As instituições, os arranjos políticos e todo o complexo ordenamento jurídico que organiza o funcionamento do Estado acabam sendo secundários. B) Isso se dá em muito pela falta de maturidade e educação política da população. Ela sabe muito pouco sobre como as coisas funcionam, a quem compete exercer essa ou aquela tarefa. Acaba agindo muito por "instinto", por que ouviu falar na tv e, assim, é a presidente que acaba tendo mais a cara mostrada, então é ela a primeira a ser questionada.
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